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Alergias respiratórias e mudanças de temperatura: qual é a relação?

alergias respiratórias
8 minutos para ler

Grande parte das alergias respiratórias é causada por fatores genéticos. Mas segundo a Bioclimatologia (ou Biometeorologia), ciência que estuda a interferência do clima na vida animal (na qual estamos incluídos), muitos casos podem ter uma relação direta com a temperatura ambiental.

De acordo com pesquisa efetuada por profissionais de vários países, a mudança climática pode interferir no bem-estar e na saúde individual dos seres humanos. Seus efeitos podem agravar doenças respiratórias como a rinite e a asma alérgica — reações que afetam pessoas do mundo inteiro e são provocadas pelos grãos de pólen, produzidos por flores das angiospermas, como o milho, trigo e centeio.

Neste artigo, vamos explicar a relação entre as alergias respiratórias e as mudanças de clima/temperatura, comentando sobre os tipos de alergias e desmitificando alguns dos principais mitos sobre o assunto. Continue lendo para saber mais!

As alergias respiratórias

As alergias que afetam as vias aéreas são responsáveis por duas das principais doenças respiratórias, a rinite e a asma alérgica, que podem ocorrer de maneira isolada ou ao mesmo tempo. Além de comprometer a qualidade de vida, prejudicando a produtividade no trabalho e o rendimento escolar, elas podem provocar outras enfermidades e complicações sérias à saúde.

Trata-se de uma reação exagerada do sistema imunológico quando localiza uma partícula inofensiva e a confunde com um microrganismo que causa doenças. Assim, o sistema de defesa começa a combatê-la e produz anticorpos que ajudam a liberar a histamina (substância que causa os primeiros sintomas da alergia) na corrente sanguínea.

Nas alergias, os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal, inchaço nos lábios, irritação nos olhos e nas vias respiratórias. Muitas vezes, esses sinais são confundidos com resfriado ou gripe, sendo importante consultar um médico para um diagnóstico correto.

Principais causas das alergias

As alergias têm um componente genético que deixa o organismo mais suscetível a determinadas substâncias, chamadas de “alérgenos”. No caso das alergias respiratórias, os agentes mais comuns são:

  • ácaros;
  • poeira doméstica;
  • mofo (fungos);
  • pelos e penas de animais;
  • pólen;
  • cigarro;
  • perfumes;
  • odores fortes.

A relação entre as alergias respiratórios e mudanças de temperatura

De acordo com os autores da pesquisa citada, o aumento da temperatura permite uma duração prolongada do pólen no ar, o que provoca o agravamento de doenças respiratórias alérgicas, como a rinite e a asma, também conhecidas como febre do feno. Os estudos também apontaram o aumento de gás carbônico no ar como outro fator prejudicial à saúde das pessoas que apresentam alergias respiratórias.

O frio e a umidade ou a falta dela também são responsáveis por desencadear alergias, pois provocam irritação na mucosa. No inverno, há um aumento no acúmulo de fungos e ácaros, além das viroses respiratórias, que agravam as alergias. Os ácaros, principais responsáveis pela maioria das reações alérgicas respiratórias, são os grandes vilões das mudanças bruscas de temperatura — eles ficam escondidos em bichos de pelúcias, almofadas, tapetes e cortinas.

Outros fatores comuns que contribuem para as crises alérgicas e que ocorrem quando a temperatura começa a cair são a redução na frequência da limpeza e a falta de ventilação da casa. Isso faz com que os ácaros se proliferem rapidamente e acumulem no ambiente, transformando-se em uma constante e perigosa fonte de alergias.

Os tipos de alergias

Muitas pessoas se confundem quanto aos sintomas de diferentes doenças, principalmente quando se assemelham, como é o caso das alergias respiratórias. Veja, a seguir, as características dos diferentes tipos de enfermidades provocadas por alérgenos e seus sinais.

Asma alérgica

Muitas vezes confundida com bronquite, a asma alérgica se manifesta por meio de uma crise, quando a mucosa dos brônquios fica com um acúmulo anormal de líquidos e estreita as vias aéreas, diminuindo a passagem do ar para dentro e para fora dos pulmões.

Ela pode se desenvolver a partir da rinite e apresenta sintomas como tosse, falta de ar, chiado no peito e cansaço. Essa é uma doença de maior gravidade que pode levar a óbito. Por isso, é fundamental buscar ajuda médica aos primeiros sinais.

Bronquite alérgica

A bronquite alérgica pode ser provocada por uma série de motivos, desde a presença de muita poeira em um ambiente até o hábito de fumar. Dessa forma, é muito importante saber identificar o agente alérgico, para se afastar dele e solucionar o problema.

As causas da bronquite alérgica são bastante parecidas com as que provocam a asma. No entanto, não há relação entre elas, mas sim com os fatores que podem originá-las, como o cigarro, pelos de animais, poeira, mofo, medicamentos, entre outros.

Rinite alérgica

A rinite alérgica é uma doença crônica que afeta a mucosa do nariz e que reduz a qualidade de vida das pessoas. Os principais sintomas são espirros seguidos ou em crises, obstrução nasal, coriza aquosa e prurido que começam após a exposição a alérgenos como ácaro, poeira, baratas, caspas de animais, fungos, pólen e fumaça de cigarro, entre outros poluentes ambientais.

Sinusite alérgica

A sinusite alérgica é uma inflamação nos seios da face, que ao persistir por mais de 12 semanas, é considerada uma condição crônica. Ela é provocada por uma reação a agentes externos, como ácaros, poeira ou alimentos. Essa condição produz secreções que se acumulam nos seios da face, causando:

  • cansaço;
  • congestão nasal;
  • dor de cabeça e nos ossos da face;
  • espirros constantes;
  • falta de apetite;
  • febre;
  • mau hálito;
  • mau odor proveniente do nariz;
  • olhos avermelhados;
  • rinite;
  • tontura.

Os mitos sobre alergias respiratórias

Muitos mitos cercam as alergias respiratórias, provocando preocupações desnecessárias. Veja, a seguir, algumas das principais afirmações que costumamos ouvir e que acabam limitando as atividades das pessoas por medos sem fundamentos.

As alergias surgem do nada

Para que uma pessoa manifeste alguma reação alérgica ela deve antes ter entrado em contato com o agente alérgeno ao menos uma vez. No entanto, não há como prever quando ela será desenvolvida, já que pode ocorrer apenas após um segundo contato com a substância a qual existe uma sensibilidade, podendo demorar mais tempo.

Os sintomas alérgicos são iguais aos da gripe

Os sintomas de alergias respiratórias incluem tosse, nariz entupido, coriza e espirros. De fato, estes sintomas são semelhantes aos de gripes e resfriados. A grande diferença é que as infecções provocam outros sinais, como fraqueza, dores no corpo e dor de garganta. Dessa forma, com uma observação mais atenta, é possível diferenciar essas doenças.

As pessoas com alergia respiratória não podem praticar esportes

Esse é mais um grande mito, pois ao contrário dos que as pessoas costumam ouvir, já há estudos que mostram a importância de atividades físicas para prevenir crises alérgicas. Apenas é recomendável conversar com o médico para eventuais necessidades de ajustes, como não fazer exercícios em dias muito secos.

O frio piora as alergias respiratórias

Não é a baixa temperatura que agrava os quadros alérgicos, mas as mudanças bruscas. Além disso, alguns comportamentos associados ao outono e inverno, como utilizar cobertores e casacos guardados há muito tempo ou deixar as janelas fechadas, permitem o contato com os ácaros.

A primavera e o verão também oferecem seus perigos, já que podem agravar uma alergia devido ao aumento no uso de ar-condicionado. Nesse caso, é importante observar que o fator responsável pelas reações alérgicas é a falta de limpeza dos filtros e do aparelho.

Como vimos, a maior parte das alergias se deve a aspectos genéticos. No entanto, muitos casos são provocados por mudanças bruscas na temperatura do ambiente. Em qualquer situação, é sempre fundamental consultar um médico para o correto diagnóstico e tratamento.

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