Bronquite e bronquiolite: entenda as  diferenças entre essas doenças

bronquite e bronquiolite
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Embora possam ser confundidas, bronquite e bronquiolite são doenças diferentes. As causas dessas enfermidades podem ser diversas, como alergias a substâncias químicas ou a ácaros, fatores genéticos, infecções por vírus, entre outros fatores. Mas, independentemente do tipo de doença e suas causas, é fundamental ter cuidados com a saúde respiratória.

Também é importante entender os seus sintomas para buscar tratamentos adequados e evitar complicações que podem levar a quadros mais graves, comprometendo a qualidade de vida. Neste artigo, vamos explicar sobre as principais diferenças entre bronquite e bronquiolite. Acompanhe!

A relação entre saúde respiratória e qualidade de vida

A saúde respiratória tem uma ligação direta com a qualidade de vida, já que o organismo depende de uma perfeita oxigenação para o seu funcionamento. Mas, de acordo com a OPAS (Organização Pan Americana de Saúde), as doenças respiratórias, incluindo as obstrutivas, representam um dos maiores problemas mundiais de saúde. No entanto, grande parte dessas doenças são preveníveis por meio de diagnóstico e tratamentos adequados.

O diagnóstico das doenças respiratórias

A bronquite e a bronquiolite podem ser identificadas com base na análise dos sintomas, histórico do paciente e ausculta com estetoscópio que permite a audição dos batimentos cardíacos e da respiração, bem com a oximetria, que verifica os níveis de oxigenação.

 O médico ainda pode solicitar exames de imagem, como a tomografia ou radiografia do tórax, além da cultura do escarro. Em casos de suspeita de bronquite crônica, é comum a solicitação do teste de espirometria, no qual é solicitado ao paciente que expire o máximo de ar possível em um dispositivo para identificar possíveis obstruções.

 As complicações causadas pela bronquite

Uma das consequências da bronquite, quando não tratada corretamente, é a pneumonia. A bronquiolite, por exemplo, está entre as principais causas de internação de crianças que ainda mamam e pode provocar desidratação e insuficiência respiratória, se os microrganismos afetarem outras regiões dos pulmões.

Nesse sentido, é fundamental buscar um correto diagnóstico com profissionais qualificados, evitar contato com situações capazes de provocar alergias respiratórias e utilizar equipamentos eficazes na melhora dos sintomas da doença, como inaladores e nebulizadores.

As diferenças entre bronquite e bronquiolite

Tanto a bronquite quanto a bronquiolite causam obstrução das vias respiratórias. Entretanto, as suas causas, assim como os mecanismos que dificultam a respiração, são diferentes. Há 2 tipos de bronquite: a aguda e a crônica. Veja, a seguir, as principais características e saiba como identificá-las.

Bronquite aguda

Esse tipo de bronquite pode ser provocado por bactéria ou vírus que causa inflamação aguda ou crônica dos brônquios e atinge tanto crianças quanto adultos. Os principais sintomas dessa enfermidade são:

  • chiado no peito;
  • dificuldade para respirar ou falta de ar;
  • febre e/ou mal-estar;
  • tosse seca (ou produtiva).

Em geral, os casos agudos são virais ou ocasionados por contato com agentes irritantes, como fumaça de cigarro, poeira e outros poluentes. Seus sintomas duram de 3 a 10 dias.

Tratamento da bronquite aguda

O tratamento é realizado por meio de uma limpeza das vias aéreas e manutenção da oxigenação do organismo. As infecções cedem após alguns dias ou semanas dependendo apenas de cuidados gerais como:

  • controle da febre;
  • distanciamento de agentes irritantes, como a fumaça do cigarro;
  • ingestão de líquidos em abundância;
  • repouso.

Os vaporizadores ou umidificadores de ar também podem ajudar, entretanto, é preciso ter cuidado para evitar uma possível proliferação de microrganismos. Medicações como broncodilatadores ou corticoides por inalação e antibióticos são indicados pelos médicos apenas em casos específicos e quando há suspeita de infecção bacteriana.

Bronquite crônica

A bronquite crônica que pode evoluir para enfisema pulmonar é classificada como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Ela atinge pessoas acima de 40 anos, persiste por mais de três meses e tem como principal causa o tabagismo e agentes poluentes químicos, como fumaça gerada por fornos a lenha, queima de gasolina, entre outros.

Os sintomas podem ser mais intensos ao acordar, durante o repouso noturno ou quando a pessoa se esforça ao subir escadas e se exercita. Os sintomas são:

  • escarro claro ou purulento;
  • falta de ar ou dificuldade para respirar;
  • fraqueza;
  • cansaço;
  • tosse produtiva crônica.

A bronquite asmática (nome popular para a asma) também é uma doença crônica, causada pelo contato direto com partículas e substâncias irritantes, como a poeira e produtos químicos. Embora possa ser herdada, ela não é transmissível de uma pessoa para outra. Os sintomas da bronquite asmática são:

  • arroxeamento das pontas dos dedos e da boca;
  • chiado no peito;
  • falta de ar;
  • pouco catarro;
  • respiração curta e rápida;
  • sensação de peso no peito;
  • tosse seca.

Tratamento da bronquite crônica

Seu tratamento é permanente e envolve diferentes técnicas para aliviar os sintomas, controlar ou evitar as crises e impedir o avanço da doença. É normal a indicação médica de uso regular de broncodilatadores e, para alguns casos, os anticolinérgicos.

A inalação com corticoide é adotada apenas em situações mais graves, e a prática de atividade física orientada é fundamental para melhorar a falta de ar e a fadiga. Além disso, há programas de reabilitação pulmonar para DPOC que ajudam em uma rotina para controlar as crises de falta de ar. A oxigenoterapia, técnica que utiliza o oxigênio por algumas horas durante o dia, é indicada para os casos mais severos.

Bronquiolite

A bronquiolite é uma infecção dos bronquíolos, que são as sub-ramificações dos brônquios responsáveis pela distribuição do oxigênio nos pulmões. Ela é provocada principalmente pelo vírus “Sincicial Respiratório” e atinge bebês e crianças de até 2 anos.

O contágio acontece por meio do contato com pessoas ou objetos infectados, como superfícies de mesas, brinquedos ou outros objetos em que a criança toca e depois leva as mãos ao nariz, boca ou olhos. Seus principais sintomas são:

  • cansaço;
  • chiado no peito;
  • falta de ar;
  • febre e acúmulo de secreção pulmonar;
  • tosse.

Esses sintomas se iniciam entre o 3º e o 7º dia após o contato com o vírus, com catarro, febre e obstrução nasal. Entre o 2º e o 4º dia, o vírus alcança os brônquios e bronquíolos, provocando irritação e estreitamento das vias respiratórias, causando tosse e chiado ao respirar.

Além disso, a respiração se torna mais rápida e difícil. Em geral, nessa fase a febre diminui, porém, a criança ainda pode apresentar falta de apetite, cansaço ao mamar e sono agitado. O chiado melhora entre o 3º e 7º dia, mas a obstrução nasal pode persistir até 1 ou 2 semanas.

Tratamento da bronquiolite

O tratamento é direcionado para ajudar a criança a expelir o catarro e respirar melhor. Um dos meios indicados é a fisioterapia respiratória que auxilia na remoção de secreções, melhora a oxigenação pulmonar e reduz o desconforto respiratório. Em crianças maiores, também podem ser aplicados exercícios para o fortalecimento da musculatura respiratória, expansão dos pulmões e aumento da permeabilidade das vias aéreas.

Como vimos, bronquite e bronquiolite são doenças diferentes tanto em suas causas quanto no tratamento e comprometimento do sistema respiratório. Para evitar a origem e o agravamento delas, é importante ficar atento aos agentes causadores e buscar ajuda profissional aos primeiros sintomas.

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