Educação alimentar infantil: como colocá-la em prática?

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A construção de bons hábitos alimentares, que acompanham a vida das pessoas até a idade adulta, na verdade, começa desde muito cedo. Por isso, a educação alimentar infantil é tão importante. Crianças que crescem fazendo boas escolhas aprendem a importância da diversidade no prato e tendem a ser adultos mais saudáveis.

Além disso, claro, acabam se beneficiando com melhorias na imunidade e na saúde em geral. Aliás, vale destacar, a alimentação adequada tem papel fundamental em qualquer fase da vida, especialmente na primeira infância, época decisiva para o crescimento. As atividades físicas (de acordo com a idade) também são essenciais para garantir a saúde.

Após os seis meses de vida, quando é indicada a introdução de alimentos sólidos, é importante que as escolhas sejam saudáveis. Quer saber como oferecer alimentos adequados e garantir a saúde das crianças? Continue a leitura de nosso artigo!

Entenda a importância da educação alimentar infantil

De acordo com recomendação do Ministério da Saúde, até os seis meses a amamentação deve ser exclusiva, ou seja, não é preciso oferecer papinhas, sucos ou chás para bebês abaixo dessa idade. A partir daí, deve ser iniciada a introdução alimentar, oferecendo frutas, legumes e verduras, na forma mais natural possível, para que a criança se adapte aos novos sabores.

O leite materno continua sendo importante, caso a mãe possa manter o aleitamento, mas os demais alimentos vão se tornando cada vez mais essenciais para o desenvolvimento. Nessa fase, é importante que os pais ou cuidadores da criança entendam que a introdução alimentar não é uma permissão para oferecer doces, itens industrializados e processados.

Claro que, vez ou outra, quando maiores, as crianças consumirão tais itens. Mas, quanto menos, melhor para a saúde. Cada vez mais o excesso de peso (sobrepeso e obesidade) aumenta entre a população infantil, acompanhado de outras doenças, como colesterol alto ou diabetes. Isso sem falar da maior incidência de resfriados e outras viroses, causadas pela baixa imunidade.

Embora existam razões genéticas que também levem ao desenvolvimento das doenças, as práticas alimentares da família e a forma como os alimentos são apresentados ao público infantil fazem muita diferença. Quem come bem, dificilmente tem doenças comuns agravadas. O risco é ainda maior para crianças portadoras de asma, pois uma gripe simples pode desencadear uma crise.

Por isso, é muito importante que a criança aprenda, desde cedo, a se alimentar de maneira correta. No entanto, lembre-se: os pais, além de serem responsáveis pela educação alimentar, também são exemplos seguidos pelos filhos. Assim, não faz sentido oferecer um prato de legumes para a criança enquanto você devora um hambúrguer, certo?

Confira algumas dicas para a alimentação infantil

Conforme o Ministério da Saúde, substâncias como óleos, gorduras, açúcar e sal podem ser prejudiciais à saúde, em função, por exemplo, do sódio e de gorduras saturadas. Esses ingredientes normalmente fazem parte de receitas de biscoitos, salgadinhos, sucos industrializados e frituras, por exemplo.

O sódio pode causar doenças, tais como a hipertensão arterial sistêmica, insuficiência renal e acidentes vasculares cerebrais. Já o açúcar eleva o risco de obesidade, desenvolvimento de diabetes e doenças cardíacas.

Embora a maior parte desses problemas só surja na idade adulta, é na infância que o paladar se forma. Daí a importância do cuidado com a alimentação adequada nessa fase. Crianças muito acostumadas ao sabor doce dos alimentos tendem a rejeitar verduras, grãos e legumes, normalmente apresentados em preparos salgados. Além disso, há risco de maior incidência de cáries.

Cada fase do desenvolvimento requer cuidados específicos. Na introdução alimentar, por exemplo, não se deve oferecer alimentos com açúcar ou sal, optando por temperos naturais, como alho, cebola, salsinha, cebolinha, manjericão, entre outros. Quando maiores, o açúcar e o sal serão permitidos, mas não farão tanta diferença no paladar da criança.

No entanto, mesmo que a criança já tenha passado da fase de introdução alimentar, nem tudo está perdido. Acompanhe algumas dicas para ajudá-la a comer melhor — lembrando que nem sempre o problema é a comida, pois a inapetência pode estar associada a alguma doença!

Dê o exemplo

Esse é um ponto que já citamos. É preciso que os pais ou cuidadores da criança também consumam alimentos saudáveis em seu dia-a-dia.

Nas refeições junto aos filhos, opte por alimentos saudáveis, experimente novos sabores e motive-os a fazer o mesmo. Com isso, além de garantir a saúde infantil, você também sai ganhando com a melhoria da alimentação.

Faça pratos divertidos

A criança não quer experimentar novos alimentos? Procure outras formas de preparo. Quer exemplos? Se a criança recusar a cenoura ralada crua, na salada, prepare um purê, um refogado, um bolo ou cozinhe junto ao arroz. Na verdade, para melhorar a alimentação infantil, é preciso literalmente colocar a mão na massa e testar várias receitas.

Além disso, procure fazer com que os pratos sejam divertidos. O importante, para chamar a atenção, é usar a criatividade.

Que tal “plantar” pequenas árvores de brócolis ninja em um prato com purê e carne moída? Ou criar uma figura engraçada de palhaço em um prato de arroz, usando rodelas de ovos cozidos como olhos, tomate-cereja no nariz e uma fatia de pimentão no lugar da boca? O cabelo, nesse caso, pode ser uma camada de feijão.

No caso das frutas, varie a apresentação para incentivar a criança. Elas podem ser consumidas inteiras ou em espetinhos (banana, uva, morangos), picadas (mamão, melão, melancia) e até mesmo cortadas (com formas para biscoitos) em formatos diferentes, como estrela, coração, ursinhos, entre outros.

Porém, vale ressaltar que essas estratégias não devem se tornar uma regra, mas sim uma forma de apresentar novos alimentos e fazer com que a criança passe a apreciá-los, sem artifícios.

Utilize alimentos orgânicos e integrais

Quanto mais natural o alimento, melhor e mais saudável. Os orgânicos são produzidos sem pesticidas e outros itens usados nas lavouras, garantindo que a criança não terá contato com ingredientes potencialmente alergênicos.

Os integrais, por sua vez, oferecem maior aporte de fibras e nutrientes. Assim, prefira usar farinha integral para fazer um bolo ou torta, por exemplo, ou substitua o arroz branco e o macarrão por suas versões integrais.

Convide as crianças para ajudar no preparo

Essa dica vale para os maiores. Toda criança tem curiosidade e pode se sentir mais motivada para consumir o alimento após conhecê-lo. Leve-a à feira ou ao supermercado, peça ajuda na higienização e, dependendo da idade, para descascar/cortar. Com certeza, esse será um estímulo extra!

Entenda que a educação alimentar infantil é um aprendizado

Todo mundo sabe que as crianças costumam recusar determinados alimentos, mesmo sem experimentá-los. Por isso é importante que toda a família se envolva no processo, ajudando os pequenos a terem melhores experiências alimentares.

A introdução de novos itens requer paciência e é um verdadeiro aprendizado para toda a família. Porém, a educação alimentar infantil é fundamental para evitar doenças futuras e manter a saúde em dia.

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