Guia completo sobre gripe: tire todas as suas dúvidas!

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A gripe é uma infecção que afeta o sistema respiratório e faz parte do grupo de doenças respiratórias no inverno. Embora muitas pessoas a considerem um problema comum e de baixo risco, ela é responsável por elevadas taxas de hospitalização todos os anos, principalmente de idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas.

Segundo dados do IBGE, somente no período entre 24 e 30 de maio de 2020, um em cada dez indivíduos no país apresentava algum dos sintomas associados à gripe. A estimativa é que 22,1 milhões de pessoas (10,5% da população) tenham sentido um ou mais sinais. No entanto, muitos confundem simples resfriados com a doença e não se tratam adequadamente, favorecendo o seu agravamento.

Nesse guia vamos esclarecer as dúvidas mais recorrentes sobre a gripe, abordando o seu conceito, características, sintomas, diferenças em relação a outras doenças respiratórias, tratamento, prevenção com vacinas e outros recursos, bem como sobre a importância de buscar ajuda profissional para evitar complicações que podem ser fatais. Acompanhe!

Afinal, o que é a gripe?

A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório que, embora seja de curta duração, tem um grande potencial de transmissão. Ela é causada pelo vírus influenza, que entra no organismo pela inalação de partículas de secreção contaminada que se encontram em suspensão no ar.

No revestimento do nariz, o vírus se reproduz, atingindo a garganta e o restante do sistema respiratório, chegando até os pulmões. Quando ele consegue atacar as defesas celulares, a pessoa começa a sentir os seus sintomas após 3 ou 4 dias.

A doença também pode se disseminar pelo contato da mão contaminada pelo vírus com a de um indivíduo sadio que, ao levá-la à boca ou ao nariz, se contamina. É importante observar que apenas 1 dia antes da pessoa ter os sintomas da doença, ela já pode contaminar outras. Essa contaminação pode ocorrer por até 7 dias após o início dos sinais.

Além da transmissão por meio do contato com pessoas contaminadas, o vírus da gripe pode continuar ativo de seis a oito horas em superfícies como maçanetas de portas, mesas e teclados de computadores. Por isso é essencial higienizar as mãos com álcool gel ou lavá-las com frequência com água e sabão, mesmo que não pareçam estar sujas.

Existe mais de um tipo de vírus da gripe?

Há vários tipos de vírus influenza que circulam pelo mundo. Essa variação ocorre porque eles sofrem mutações a cada ano e geram diferentes classificações e subclassificações, identificadas como cepas. Algumas delas podem estar associadas a maior mortalidade, dependendo da sua capacidade de contaminação e agressividade no organismo.

Dessa forma, a conhecida gripe sazonal pode ser causada por diversos tipos de vírus influenza, identificados como cepas “A”, “B”, “C” e “D”. Embora os sintomas e a evolução sejam parecidos, há pequenas diferenças que caracterizam os quadros clínicos específicos para cada classificação.

No Brasil, os casos de gripe são das cepas A, B e C do vírus influenza, sendo que o tipo C é o mais brando e não provoca nenhum impacto na saúde pública, pois causa infecções mais leves. Os vírus “A” e “B” são os responsáveis por doenças sazonais epidêmicas. Já as grandes pandemias são causadas pela cepa “A”.

Veja, a seguir, as características de cada tipo de cepa do vírus influenza!

Vírus influenza “A”

Além de infectar seres humanos, esse tipo de vírus pode ser encontrado em diversas espécies de animais, como cavalos, suínos, aves e mamíferos marinhos. As aves migratórias são as principais disseminadoras da doença pelo mundo.

Os vírus influenza “A” são classificados em subtipos de acordo com possíveis combinações de 2 proteínas. Entretanto, mesmo com suas particularidades genéticas, eles podem provocar os mesmos sintomas. Essas combinações geram subtipos, como a Hemaglutinina (HA ou H) e a Neuraminidase (NA ou N).

Atualmente, os vírus que circulam de maneira sazonal e infectam humanos são os subtipos AH1N1pdm09 e AH3N2. Alguns vírus influenza “A” de origem animal também são capazes de infectar humanos e causar doença grave, como os vírus AH5N1, AH7N9, AH10N8, AH3N2v, AH1N2v, entre outros.

Vírus influenza “B”

Os vírus da cepa do tipo “B” infectam exclusivamente os seres humanos e podem ser classificados em 2 principais grupos de linhagens, identificados como B/Yamagata e B/Victoria.

Vírus influenza “C”

Os que se referem à cepa “C” infectam tanto humanos quanto suínos e não estão relacionados a epidemias. São detectados com uma frequência bem menor quando comparados aos demais. Em geral, eles causam infecções leves sendo bastante confundidos com resfriados ou alergias respiratórias.

Vírus influenza “D”

A cepa “D” da gripe influenza foi identificada como um novo tipo de vírus em 2011. Ela foi isolada em suínos e bovinos nos Estados Unidos e não há relatos de infecção em humanos.

Quais os principais sintomas da gripe?

Os primeiros sintomas da doença ocorrem entre 1 e 4 dias após o contato com o vírus. Esse é o período de incubação e apresenta uma gravidade que varia de acordo com o organismo de cada pessoa. Embora a gripe em crianças também ocorra, a prevalência se refere a pessoas com idades mais avançadas e portadores de doenças crônicas.

A febre é o sinal mais importante da gripe e pode durar em média 3 dias. Os demais sinais respiratórios tornam-se mais evidentes de acordo com a evolução da doença e se mantêm por três a quatro dias após a febre. Alguns casos podem levar a complicações mais graves, com evolução para a pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Os principais sintomas são:

  • congestão nasal;
  • dor de cabeça;
  • dor de garganta;
  • dor muscular;
  • fadiga;
  • febre alta (acima de 38ºC);
  • fraqueza;
  • tosse seca que persiste.

Como diferenciar a gripe de outras doenças respiratórias?

Muitas vezes sintomas, como espirros, congestão nasal, dor muscular e febre, são confundidos com os sinais que a gripe apresenta. De fato, vários incômodos causados por diferentes vírus, fungos, bactérias ou alergias são semelhantes e podem impactar na qualidade de vida das pessoas, em diferentes níveis de gravidade.

Algumas doenças afetam apenas os pulmões, enquanto outras podem se disseminar ou afetar as demais partes das vias respiratórias, como boca, nariz ou traqueia. Há também aquelas causadas por determinados vírus que apresentam sintomas semelhantes ao da gripe, que podem se iniciar por uma infecção nos olhos, como é o caso da Covid-19.

Acompanhe, a seguir, as diferentes doenças respiratórias que podem ser confundidas com a gripe e os principais sintomas que as caracterizam!

Resfriado

Embora muitas vezes sejam confundidos, a gripe e o resfriado apresentam grandes diferenças, principalmente no que se refere à agressividade com que atinge o organismo. Os sintomas do resfriado são mais leves e costumam se limitar a coceira no nariz ou irritação na garganta.

Após algumas horas, podem surgir espirros e secreções nasais — mas o quadro não evolui para a febre e, quando isso ocorre, é em temperaturas baixas. Além disso, diferente do vírus da gripe, o resfriado é associado ao rinovírus, ao parainfluenza e ao vírus sincicial respiratório (RSV), que normalmente acomete crianças.

Covid-19

Embora apresente alguns sintomas semelhantes aos da gripe, a Covid-19 que é provocada pelo novo Coronavírus (SARS-CoV-2) pode evoluir para quadros muito mais graves. Além disso, a influenza costuma ser identificável em até 2 dias depois do seu surgimento, enquanto o novo Coronavírus se manifesta de maneira mais prolongada.

De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas da gripe e da Covid-19 apresentam as seguintes semelhanças e diferenças:

  • cansaço — às vezes na Covid-19 e é comum na gripe;
  • coriza ou nariz entupido — raro na Covid-19 e às vezes na gripe;
  • diarreia — raro na Covid-19 e às vezes na gripe, em crianças;
  • dor de cabeça — às vezes na Covid-19, mas é comum na gripe;
  • dor de garganta — às vezes na Covid-19 e na gripe;
  • dores no corpo e mal-estar — às vezes na Covid-19, mas é comum na gripe;
  • espirros — raro na Covid-19 e na gripe;
  • falta de ar — às vezes na Covid-19, mas rara na gripe;
  • febre — comum na Covid-19 e na gripe;
  • tosse seca — comum na Covid-19 e na gripe.

Asma

É uma inflamação crônica muito comum em crianças. Ela é causada por diferentes fatores genéticos e ambientais, que provocam alergias respiratórias devido à exposição a partículas de poeira, fungos, ácaros e contato com animais domésticos, como gatos. Também pode ser provocada por mudanças de temperatura, na presença de umidade ou frio.

Além disso, fatores psicológicos podem desencadear crises. Uma das principais características da asma é a que ela apresenta sinais mais intensos à noite e durante as primeiras horas da manhã. Os seus principais sintomas são:

  • aperto no peito;
  • chiado ao respirar;
  • respiração curta e rápida;
  • tosse seca.

Bronquite

A bronquite é inflamação nos brônquios que dificulta a respiração e causa muito cansaço devido ao esforço que precisa ser feito para respirar. Seus principais sintomas podem surgir durante as crises e, geralmente são associados a gripes e resfriados. Os principais sintomas da bronquite são:

  • chiado e dor no peito;
  • coriza;
  • falta de ar;
  • febre;
  • irritação na garganta;
  • tosse com secreção.

Rinite alérgica

Quando chega o inverno, a grande quantidade de casos que surgem em hospitais com supostos sintomas de gripe, após alguns exames, é diagnosticada como alergia. Isso ocorre porque muitas pessoas não conseguem distinguir com exatidão a diferença entre essas doenças.

Diferente da gripe, a rinite não é relacionada a nenhum tipo de vírus. Trata-se de uma inflamação que causa irritação na mucosa nasal, provocada por alergia à poeira e ácaros ou por tendência genética em reação a determinados fatores ambientais.

A rinite alérgica também é uma doença comum na primavera, principalmente em crianças, devido ao pólen das flores que se desloca com mais facilidade no ar, provocando espirros, coriza ou obstrução nasal. A grande diferença é que essa reação alérgica não apresenta febre, nem compromete de maneira sistêmica o organismo. Os principais sintomas da rinite incluem:

  • coceira no nariz e olhos;
  • congestão nasal;
  • coriza;
  • espirros;
  • lacrimejamento.

Sinusite

A sinusite é uma inflamação dos seios paranasais, que são duas cavidades paralelas preenchidas de ar, localizadas dentro dos ossos do crânio e da face e têm comunicação com o nariz. Essa doença pode ser aguda ou crônica e é causada por vírus, bactérias ou fungos, bem como processos irritativos ou alérgicos.

A sinusite se caracteriza por apresentar sinais que afetam mais a região da cabeça e face, com sintomas como:

  • dor de cabeça;
  • dor facial;
  • febre;
  • inchaço ao redor dos olhos;
  • nariz entupido;
  • secreção;
  • tosse.

Pneumonia

Trata-se de uma infecção grave que atinge os pulmões. Essa enfermidade é causada por bactérias, vírus, fungos, reações alérgicas e complicações de gripes não tratadas adequadamente. Diferente dos vírus da gripe, que são altamente contagiosos, os agentes da pneumonia não costumam ser transmitidos com facilidade. Seus principais sintomas são:

  • alterações na pressão arterial;
  • confusão mental;
  • dor no tórax;
  • falta de ar;
  • febre alta;
  • mal-estar geral;
  • prostração;
  • secreção de muco purulento de cor esverdeada ou amarelada;
  • tosse;
  • toxemia (grande quantidade de toxinas no sangue).

Como funciona o diagnóstico da gripe?

O diagnóstico é feito por um médico clínico geral, que examina os sinais clínicos do paciente e colhe uma amostra da secreção da nasofaringe (preferencialmente nas primeiras 72 horas após o início dos sintomas). Caso seja identificado um resfriado, a pessoa só necessita ser orientada sobre como aliviar os sintomas.

Já para os casos de suspeita de gripe com potencial mais grave, muitas vezes é necessário solicitar exames de sangue para confirmar a presença do vírus influenza e prescrever o tratamento correto para combater de maneira eficiente o agente causador da doença.

Quais são os tratamentos mais indicados para a gripe?

Ainda não há medicamentos que demonstrem bons resultados no combate ao vírus da gripe. Por isso, o tratamento é direcionado para o alívio dos sintomas. Dessa forma, pode ser indicado um antiviral, como o Tamiflu que ficou conhecido por reduzir o tempo dos sintomas e minimizar as suas complicações.

Além disso, são utilizados analgésicos e antitérmicos para o alívio da dor e da febre, bem como o nebulizador para auxiliar na respiração. A pessoa com gripe deve fazer repouso, evitar o uso de fumo e álcool, procurar se alimentar bem e ingerir bastante líquidos. O retorno às atividades normais só é indicado após o desaparecimento completo dos sintomas.

Outros medicamentos

Para combater e prevenir a gripe pelo vírus influenza tipo A, a amantadina pode ser indicada para crianças com mais de 1 ano de idade. Outra opção é a rimantadina que pode ser utilizada para adultos. Ambos os medicamentos antivirais são capazes de auxiliar no processo de cura, quando utilizados nas primeiras 48 horas da instalação da doença.

Há também novos antivirais considerados eficazes, identificados como inibidores da neuraminidase. Além de combater o vírus tipo A, eles apresentam a vantagem de tratar a doença provocada pelo vírus B. Assim como o anterior, eles devem ser iniciados nas primeiras 48h da doença para fazerem o efeito esperado. Essas substâncias podem ser utilizadas na forma de comprimido, xarope ou por inalação.

Quais são as formas de prevenção?

Até o momento, a melhor maneira de se proteger contra o vírus da gripe é por meio de vacina, cujo efeito preventivo ocorre cerca de duas semanas após a aplicação. Por isso, todos os anos o governo realiza campanhas de vacinação algumas semanas antes da chegada do inverno, que é o período em que ficamos mais expostos à contaminação.

O principal objetivo da vacinação é fortalecer o sistema imunológico das pessoas para que ela não contraia a infecção ou, caso isso não seja possível, que ela apresente um quadro mais leve da doença e com menor risco para complicações.

A vacina para adultos e crianças maiores é aplicada, preferencialmente no músculo (deltoide) do braço direito. Já nas crianças menores de 5 anos, a aplicação é feita na coxa direita. Para as crianças que estão sendo vacinadas pela primeira (menores de 9 anos) deve-se aplicar duas doses com um intervalo de 1 mês. Em geral, uma a duas semanas após a vacinação, os anticorpos já são produzidos pelo organismo.

A vacina provoca reações no organismo?

Muitas pessoas não tomam a vacina porque acreditam que ela pode desencadear a gripe. Mas isso não é possível, pois a vacina é um composto de vírus fragmentados e inativados (mortos) que são utilizados pelo nosso organismo para a produção de anticorpos. Apenas em alguns casos, a pessoa pode sentir dor e irritação no local da aplicação, além de febre baixa, por no máximo 2 dias.

No entanto, às vezes a pessoa toma a vacina e alguns dias após ela apresenta sintomas da gripe. O que acontece é que a dose demora de 10 a 15 dias para iniciar seus efeitos. Assim, enquanto os anticorpos não começam a agir, é possível ocorrer uma contaminação. Além disso, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a vacina tem uma eficácia entre 40% e 60% e isso muda a cada ano dependendo inclusive da reação de cada indivíduo.

Nesse sentido, segundo estudo publicado na Revista Imuniz (2019), da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM), há evidências de que a vacina contra a gripe é menos eficaz em adultos com mais de 65 anos do que em indivíduos que se encontram na faixa etária entre 18 e 64 anos.

Composição da vacina

A composição da vacina é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que analisa as informações recebidas de laboratórios de todo o mundo. É importante observar que a vacina precisa ser tomada todos os anos, pois, conforme já comentamos, o vírus influenza sofre mutações. Por esse motivo, a vacina do ano anterior não tem o mesmo efeito.

Para o ano de 2020, as doses a serem aplicadas pela rede pública de saúde do Brasil se referem à vacina trivalente, composta por vírus inativos H1N1, H3N2 e o influenza do tipo B/Yamagata. Além disso, é possível se proteger com a vacina quadrivalente, que combate mais uma cepa do tipo B (somente na rede privada). O grupo de pessoas que precisam ser vacinadas inclui:

  • indivíduos com 60 anos ou mais;
  • acima de 6 meses de idade, portadores de doenças crônicas nos pulmões, coração ou rins;
  • desabrigados, coabitantes com pessoas de alto risco, diabéticos e as que apresentam doenças da hemoglobina no sangue;
  • imunocomprometidos — pessoas com câncer, HIV, transplantados e os que receberam corticoides, radioterapia ou quimioterapia;
  • residentes em clínicas, pessoas com internações prolongadas, trabalhadores da área da saúde e moradores de asilo;
  • familiares e cuidadores de indivíduos com alto risco;
  • gestantes com maior risco de complicação após uma contaminação por gripe;
  • crianças entre 6 meses e 18 anos que se tratam com ácido acetilsalicílico.

Pessoas que não devem tomar a vacina

  • alérgicas a timerosal ou neomicina;
  • com febre na data da vacinação;
  • com histórico de reação à vacina contra a gripe;
  • com Síndrome de Guillain-Barré, com suspeitas de surgimento após uma vacina anti-Influenza;
  • gestantes no primeiro trimestre da gravidez.

Importância da vacina em tempos de Covid-19

Embora a vacina contra a gripe não proteja contra o novo Coronavírus, é uma forma de resguardar as pessoas mais vulneráveis contra as doenças respiratórias, que podem atingir o sistema imunológico e impulsionar o aparecimento de outras infecções. Nesse sentido, a vacina ajuda na redução e no controle da transmissão da gripe, bem como no aumento da precisão nos diagnósticos da Covid-19.

Quais são os outros cuidados que podemos ter para prevenir a gripe?

Além da vacina, os medicamentos antivirais podem ser usados como preventivos quando indicados por um médico. Alguns cuidados com a higiene também são fundamentais tanto para não contrair quanto para não disseminar o vírus. Para isso, é importante adotar as seguintes atitudes:

  • evitar contato direto com pessoas que apresentem sintomas da doença;
  • fazer exercícios físicos regularmente;
  • higienizar as mãos após espirrar e tossir e antes das refeições;
  • lavar as mãos frequentemente com água e sabão;
  • manter os ambientes ventilados;
  • manter uma alimentação saudável e equilibrada;
  • não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos, toalhas e máscaras;
  • não tocar os olhos, nariz e boca sem antes higienizar as mãos;
  • ter sempre álcool-gel de fácil acesso para garantir que as mãos sempre estejam esterilizadas quando estiver fora de casa;
  • utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • utilizar máscara facial em locais fechados e com muitas pessoas.

Qual a importância da ajuda médica em casos de gripe?

É fundamental consultar um médico para o correto tratamento da gripe com medicamentos e dosagens adequadas, para evitar complicações respiratórias e consequências que podem levar a outras doenças e até a óbito. Pelos mesmos motivos, é importante seguir à risca as orientações médicas, não abandonar o tratamento e não se automedicar.

Quais são as complicações da gripe que podem ocorrer?

A gripe é uma doença muito comum que afeta pessoas no mundo todo, sendo possível infectar o mesmo indivíduo diversas vezes ao longo da sua vida. Quando não tratada de maneira adequada, ela pode levar à pneumonia e a óbito. Em pessoas jovens e saudáveis, os sintomas costumam desaparecer em uma ou duas semanas.

No entanto, uma das mais graves complicações que pode ocorrer é a pneumonia, que em adultos com idade mais avançada e pessoas com doenças crônicas, pode ser fatal. Além disso, é possível que a gripe evolua para as seguintes doenças:

  • bronquite;
  • crises de asma;
  • problemas cardíacos;
  • infecções de ouvido.

Como vimos, a gripe é uma infecção do sistema respiratório provocada pelo vírus influenza que se modifica a cada ano e apresenta alta capacidade de transmissão. Por isso, é fundamental adotar medidas de prevenção, como as que comentamos e buscar ajuda médica para o correto diagnóstico e tratamento da doença.

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