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Hipertensão e diabetes: entenda a relação

hipertensão e diabetes
6 minutos para ler

Hipertensão e diabetes são duas doenças crônicas não transmissíveis que estão frequentemente associadas. Ambas são consideradas um verdadeiro problema de saúde pública no Brasil em virtude, principalmente, do grande número de casos descobertos todos os dias.

Apesar de serem doenças diferentes, elas estão relacionadas e têm traços em comum, especialmente pelo fato de apresentarem causas, fatores de risco, complicações e tratamento bastante semelhantes.

No entanto, isso não quer dizer que um hipertenso é diabético ou vice-versa. Na verdade, a pessoa portadora de diabetes, especialmente o tipo 2, tem maior probabilidade de desenvolver um quadro de hipertensão. Da mesma forma, a hipertensão aumenta as chances de aparecimento de diabetes, bem como alguns medicamentos para hipertensão agravam o diabetes.

Você é o tipo de pessoa que se preocupa com a saúde ou tem histórico familiar de doenças? Tem receio de que a sua condição clínica piore? Neste artigo, você vai entender a ligação existente entre a hipertensão e a diabetes. Acompanhe a leitura e saiba como evitar essa situação!

O que é diabetes?

A diabetes pode ser classificada em 4 modalidades. Entre elas, o tipo 2 costuma estar associado à pressão alta. Mas por que essa relação? Geralmente, essa doença acomete as pessoas obesas e que estão acima do peso. Esse quadro clínico vem acompanhado de hipertensão arterial sistêmica.

A diabetes tipo 2, também conhecida como diabetes do adulto ou não-insulinodependente, é uma doença causada por um fenômeno químico que torna as células do corpo resistentes à ação da insulina — hormônio produzido no pâncreas que é responsável pelo transporte da glicose para dentro da estrutura celular.

Esse processo funciona mais ou menos assim: quando você ingere produtos com alto teor de açúcar, o organismo vai atuar na metabolização desse alimento para transformá-lo em glicose que, por sua vez, precisa ser transportada para as células do corpo a fim de produzir energia (ATP).

Nesse sentido, é necessária a ação da insulina. Desse modo, ela é liberada pelo pâncreas com a principal função de transportar as moléculas de glicose para dentro da célula.

Contudo, pode ser que as células apresentem resistência à ação da insulina. Dessa forma, há o impedimento da absorção efetiva da glicose — quadro que é chamado de diabetes do tipo 2. Como se trata de um episódio clínico sério, o tratamento deve ser acompanhado por um médico da área.

O que é a hipertensão arterial?

Trata-se de uma doença de caráter crônico e degenerativo, que se caracteriza pelos altos níveis de pressão sanguínea nas artérias. Nesse sentido, o volume de sangue que é bombeado pelo coração vai fazendo uma força contra as paredes internas dos vasos sanguíneos. Entretanto, os vasos fazem resistência a essa passagem de sangue, condição que determina a pressão.

A hipertensão arterial, conforme as diretrizes da OMS (Organização Mundial da Saúde), se caracteriza quando a pressão sistólica (considerada a contração do coração) fica acima de 140 milímetros de mercúrio (mmHg), enquanto a pressão diastólica (relaxamento que acontece no intervalo entre um batimento cardíaco e o seguinte) é igual ou superior a 80 mmHg.

E para seu diagnóstico não é necessário ter sintomas. Se esse valor de pressão for encontrado em pelo menos duas consultas médicas, considera-se que o paciente é hipertenso e deve começar o tratamento.

Sintomas

O grande problema da hipertensão é que ela é uma condição silenciosa, por isso tanta gente não recebe o diagnóstico ou não inicia o tratamento. Os sintomas só aparecem quando ocorre alguma lesão em órgão-alvo como insuficiência cardíaca, derrame, falência renal etc.

A famosa dor de cabeça causada pela pressão alta, por exemplo, só ocorre quando a pressão chega a valores exorbitantes como a proporção de 220x120mmHg e começa a ocorrer a lesão de vasos pelo corpo.

Causas

A maioria dos casos de hipertensão não tem uma causa definida, mas pode ser associada a alguns fatores de risco: genética, obesidade, tabagismo, estresse e alcoolismo. Causas orgânicas como distúrbios hormonais ou alterações anatômicas são encontradas em menos de 5% dos casos de hipertensão.

Tratamento

O tratamento contra a pressão alta pode ser feito de algumas maneiras e é baseado na classificação de risco do paciente. Nesse sentido, para as pessoas que têm pressão alta, mas não apresentam risco cardiovascular (estágio 1), o mais recomendado é optar pela intervenção não farmacológica (ausência de medicamentos), ou seja, a mudança de estilo de vida do indivíduo costuma surtir os efeitos desejados.

Em regra, para os pacientes que apresentam o estágio 1 (risco baixo e moderado), o ideal é iniciar com o tratamento não farmacológico por um período para verificar a melhora do paciente (cerca de 3 a 6 meses).

De qualquer forma, o tratamento com medicamentos costuma ser indicado, de forma imediata, em pacientes cuja pressão arterial auferida esteja acima de 130-139 (85-89 mmHg), além da existência de histórico de doença cardiovascular na família, por exemplo. Em idosos, o ideal é começar o tratamento com farmacológicos quando forem constatados níveis de pressão arterial igual ou superior a 140 mmHg.

Se, porventura, a pressão arterial não for controlada, o recomendado é começar com o tratamento medicamentoso. Da mesma forma, os estágios 2 e 3 devem realizar essa terapia com medicamentos, conjuntamente com o tratamento não medicamentoso. Nos casos dos indivíduos pré-hipertensos, deve-se optar, primeiramente, pelo tratamento não medicamentoso.

Tratamento medicamentoso

Antes de qualquer coisa, é importante mencionar que o tratamento mais adequado às necessidades de cada paciente deverá ser avaliado pelo médico. Portanto, não é aconselhado o uso de nenhum tipo de medicamento sem indicação médica. Afinal, esse profissional tem o dever de analisar a situação de saúde de cada paciente e dar o diagnóstico apropriado. De maneira geral, os medicamentos recomendados para tratar a hipertensão são aqueles do tipo: hipertensivos, diuréticos e betabloqueadores.

Hipertensão e diabetes são doenças perigosas e, muitas vezes, silenciosas. Portanto, é fundamental estar atento aos sintomas e buscar um tratamento médico o quanto antes. Quando controladas, a pressão alta e a diabetes podem fazer com que a pessoa leve um vida perfeitamente normal e equilibrada.

Quer saber mais sobre as doenças? Então, entenda como as doenças do coração podem ser fatais!

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