Entenda quais são os 3 tipos de bronquite existentes

tipos de bronquite
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A bronquite é uma inflamação dos brônquios, que sãos tubos encarregados de levar o oxigênio aos pulmões. Independentemente dos tipos de bronquite, elas podem se apresentar em sua forma aguda ou crônica.

Na primeira, os sintomas, como dificuldade para respirar, tosse e chiado no peito persistem por algumas semanas. No entanto, quando se trata de doença crônica, ela pode se manifestar por três meses ou mais e persistir por pelo menos dois anos.

A forma aguda da doença afeta principalmente as crianças e os idosos, por serem mais suscetíveis ao ataque de bactérias e vírus. Em alguns casos, ela pode surgir como consequência de uma gripe.

Mas os indivíduos alérgicos também fazem parte do grupo de risco quando se expõem a substâncias irritantes. Entre elas, podemos citar pólen, ácaro, fumaça e poeira doméstica.

Neste artigo, vamos apresentar os 3 tipos de bronquite existentes e comentar sobre suas principais características, sintomas, diagnóstico e tratamentos indicados para cada uma delas. Acompanhe!

Aprenda sobre os 3 tipos de bronquite

Embora a bronquite seja classificada, principalmente, como uma doença aguda, devido a sua duração — que normalmente não ultrapassa três meses —, ela pode ser identificada como asmática, crônica ou alérgica. As diferenças podem estar também em suas causas e sintomas.

Os principais responsáveis pelo desenvolvimento da doença são algumas bactérias e vírus, bem como partículas suspensas no ar que irritam os brônquios. Nesse sentido, o tabagismo também é um importante agente causador do agravo. Conheça, a seguir, os 3 diferentes tipos de bronquite.

1. Bronquite asmática

A bronquite asmática é o nome popular da asma. Essa é uma doença crônica, que provoca a inflamação dos brônquios e deixa-os obstruídos com uma produção de muco consistente, que gera espasmos musculares e dificulta a passagem do ar.

Ela ocorre quando a pessoa tem contato com substâncias ou partículas irritantes, como agentes químicos, poeira e baixas temperaturas. Embora possa ser desencadeada por fatores genéticos, não é uma doença transmissível entre pessoas.

2. Bronquite crônica

Apesar da possibilidade de essa doença se instalar como uma extensão da bronquite aguda, ela é causada, principalmente, pelo tabagismo. Pelo fato de ser rara entre as pessoas que não fumam, ela também é conhecida por “tosse dos fumantes”.

Esse tipo de bronquite aumenta o risco para a ocorrência de outras infecções respiratórias. Por isso, as pessoas com bronquite crônica devem ser vacinadas contra a pneumonia e a gripe. Uma das mais graves consequências da bronquite crônica, em especial quando ela se encontra associada ao enfisema, é a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

3. Bronquite alérgica

Esse tipo de bronquite também não é contagioso e tem uma relação direta com alergia respiratória. Embora ela tenha cura, o uso de vacinas pode ser muito útil para o controle das reações alérgicas. Em geral, ela é diagnosticada na infância, mas pode surgir em qualquer idade, inclusive durante a gravidez.

Saiba os sintomas da bronquite

Tanto a bronquite aguda quanto a crônica têm a tosse como principal sintoma. Além disso, o paciente pode ter falta de ar, chiado ao respirar, febre e calafrios (mais raros). Na forma aguda, a tosse pode ser seca ou produtiva (com catarro).

Já na forma crônica, ela se apresenta sempre produtiva, com uma expectoração que muda a sua coloração, sendo clara no início e amarelada com o avanço da enfermidade. Outros sintomas podem incluir:

  • cansaço;
  • desconforto no peito;
  • inchaço nos tornozelos, pés e pernas;
  • infecções respiratórias frequentes, como gripes ou resfriados;
  • lábios roxos por causas do baixo nível de oxigênio.

Preste atenção aos fatores de risco

Além do tabagismo, os principais fatores de risco para a bronquite crônica, são:

  • baixa imunidade — em geral, é uma consequência de doença aguda, como a gripe, ou de uma condição crônica, como a Aids;
  • exposição a agentes irritantes — pessoas que trabalham em ambientes poluídos com gases ou outras substâncias que causam irritação nos pulmões;
  • idade — crianças e idosos têm maior probabilidade;
  • refluxo gástrico e azia — as doenças que provocam esses sintomas podem levar ao desenvolvimento da bronquite.

Entenda o diagnóstico da bronquite

O diagnóstico da bronquite considera os sinais e sintomas, assim como o histórico do paciente e seu exame clínico com um estetoscópio para auscultar os pulmões durante a respiração. No entanto, nos primeiros dias da doença, pode ser difícil distinguir entre uma bronquite e um resfriado comum.

Em alguns casos, a prova de função pulmonar auxilia na identificação da enfermidade e checa sinais de asma ou de enfisema. O médico pode, ainda, sugerir um raio-X do peito ou um exame de escarro, que detecta possíveis bactérias e fungos no muco, testando a presença de doença passível de ser curada com antibióticos.

Nos casos de bronquite aguda, os sintomas costumam cessar de sete a dez dias. Mas uma tosse seca e cortada pode persistir por alguns meses. Em pessoas com bronquite crônica avançada, a probabilidade de recuperação é muito baixa.

A bronquite em crianças, especialmente em bebês menores de dois anos, apresenta inflamação dos bronquíolos, que é uma característica da bronquiolite. Além disso, ela é identificada pelos seus principais sintomas, como tosse, respiração rápida e febre.

Veja os tratamentos para a bronquite

Quando aguda, a bronquite é uma doença autolimitada, não havendo um tratamento específico para combater as crises provocadas por vírus. Mas com uma boa hidratação, uso de analgésicos, vaporizadores e descongestionantes, bem como a não exposição aos fatores de risco, é possível aliviar os sintomas e prevenir as crises.

O tratamento para a bronquite asmática é feito por meio de medicamentos e vacinas para alergias, que reduzem os sintomas e controlam os eventos. Já no caso da bronquite crônica, a medida mais importante para o seu tratamento é parar de fumar.

A forma crônica requer um tratamento de longo prazo, com os pacientes afastados dos fatores irritantes, como poluição, fumaça do cigarro e outros alérgenos. Os medicamentos indicados, como broncodilatadores, mucolíticos, antibióticos e anti-inflamatórios só devem ser administrados sob orientação médica.

Também são necessárias sessões de fisioterapia, com exercícios respiratórios que visam a melhorar a capacidade pulmonar. Nos casos de agravamento, como o DPOC, pode ser necessária a oxigenoterapia, com o uso de oxigênio para conseguir respirar.

Como vimos, há três tipos de bronquites, podendo se apresentar em sua forma aguda ou crônica. É fundamental a busca por ajuda médica logo aos primeiros sintomas para identificação e tratamento precoce, a fim de evitar o agravamento da doença e suas complicações e melhorar a qualidade de vida.

Agora que você já conhece os tipos de bronquite, saiba mais sobre as doenças respiratórias no inverno para se prevenir!

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